domingo, 23 de agosto de 2009

Anestesia no paciente diabético - texto escrito pelo Dr Rafael Seiti, anestesista membro da equipe ENDOCRINOSERV



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Por Dr Rafael Seiti
Atualmente, com os avanços e a modernização que vem sofrendo a Medicina Veterinária, tem sido cada vez mais comum anestesia em pacientes com doença endócrina, como a diabetes.
Sendo assim, é de suma importância o reconhecimento das alterações fisiológicas que a diabetes pode ocasionar, para que, então, seja fornecido suporte necessário para estabilizar o paciente. Sempre que possível, é necessário fazer o tratamento e controle da doença antes que o paciente seja submetido à intervenção cirúrgico-anestesiológica.
Serão requisitados os exames pré-operatórios para maior segurança durante a anestesia, na qual será escolhido um protocolo individualizado para cada paciente, diminuindo os riscos da sedação e anestesia. Durante a anestesia, o paciente tem seus parâmetros vitais continuamente monitorados, visando dentre outras coisas, que o controle de dor seja bem feito e evite estresse pós-operatório que pode descompensar o paciente; o uso de medicações que permitam um despertar rápido e suave e, dessa forma, tão logo volte a comer sozinho. Outra dica importante é que a cirurgia seja marcada para as primeiras horas da manhã.


sábado, 8 de agosto de 2009

Hiperadrenocorticismo x Síndrome de Cushing. Dois nomes para um único distúrbio!


O Hiperadrenocorticismo ou Síndrome de Cushing faz referência a um distúrbio da glândula adrenal (ou supra-renal), levando ao aumento de produção de um hormônio, o cortisol. Clinicamente é caracterizado pela sede em demasia, fome excessiva e aumento da frequência urinária. O paciente também pode manifestar, o que aliás ocorre na maioria dos casos, aumento da circunferência abdominal, dando ao mesmo o aspecto do que carinhosamente chamamos de "barriguinha de chopp". Além desses, destacam-se também outros sinais e sintomas como a obesidade (que pode ser secundária a doença), maior visualização dos vasos do abdômen, atrofia de musculatura, dificuldade em transpor obstáculos como por exemplo subir ou descer de escadas, cama, acentuada queda ou rarefação de pêlos principalmente na região lateral do animal (no flanco), problemas dermatológicos recorrentes. Todas essas alterações ocorrem por conta do aumento no sangue dos níveis de cortisol, um dos hormônios produzidos pela glândula.










A doença
 tem controle e o mesmo precisa ser feito imediatamente após diagnóstico!!! Isso porque o excesso de cortisol proporciona muitos efeitos colaterais ao organismo como por exemplo aumento da pressão sanguínea, imbalanço no metabolismo de lipídeos, levando ao aumento de colesterol e/ou triglicerídeos, predisposição a pancreatite, alteração no funcionamento hepático, resistência insulínica (prejudica na ação da insulina podendo ocorrer o aparecimento de diabetes), dentre várias outras alterações sistêmicas.
No universo das raças mais afetadas temos os poodles, beagles e teckels principalmente, e a faixa etária correspondente a partir dos 5 anos de idade aproximadamente.
Portanto, quaisquer semelhanças com os fatos citados pode não ser uma coincidência! Faça uma avaliação endocrinológica!