sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Cuidados durante hospitalização do paciente diabético: Medicina Veterinária Intensiva em ação

Artigo publicado pelo Dr Adriano Baldaia, especializado em Medicina Veterinária Intensiva e membro da equipe ENDOCRINOSERV
A hiperglicemia assim como a resistência insulínica são eventos comuns em pacientes criticamente enfermos, seja por uma situação de estresse apresentada pelo animal ou pelo diagnóstico prévio da Diabetes. A manutenção da normoglicemia no tratamento intensivo parte da premissa que o quadro hiperglicêmico geraria um aumento das taxas de infecções e das falhas orgânicas, levando desta forma a um aumento da mortalidade.

Nossa estratégia consta de uma manutenção da glicose a níveis previamente estabelecidos, a fim de prevenir e tratar complicações decorrentes da insulinoterapia. Recomenda- se que todos os pacientes em uso de insulina recebam fonte calórica e que os níveis de glicemia sejam monitorizados a cada 1- 2 horas até que os mesmos estejam estáveis, e a partir daí a cada 4 horas. Nossa meta baseada em evidências busca converter o conhecimento em segurança, vislumbrando assim um melhor desfecho clínico.

domingo, 23 de agosto de 2009

Anestesia no paciente diabético - texto escrito pelo Dr Rafael Seiti, anestesista membro da equipe ENDOCRINOSERV



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Por Dr Rafael Seiti
Atualmente, com os avanços e a modernização que vem sofrendo a Medicina Veterinária, tem sido cada vez mais comum anestesia em pacientes com doença endócrina, como a diabetes.
Sendo assim, é de suma importância o reconhecimento das alterações fisiológicas que a diabetes pode ocasionar, para que, então, seja fornecido suporte necessário para estabilizar o paciente. Sempre que possível, é necessário fazer o tratamento e controle da doença antes que o paciente seja submetido à intervenção cirúrgico-anestesiológica.
Serão requisitados os exames pré-operatórios para maior segurança durante a anestesia, na qual será escolhido um protocolo individualizado para cada paciente, diminuindo os riscos da sedação e anestesia. Durante a anestesia, o paciente tem seus parâmetros vitais continuamente monitorados, visando dentre outras coisas, que o controle de dor seja bem feito e evite estresse pós-operatório que pode descompensar o paciente; o uso de medicações que permitam um despertar rápido e suave e, dessa forma, tão logo volte a comer sozinho. Outra dica importante é que a cirurgia seja marcada para as primeiras horas da manhã.


sábado, 8 de agosto de 2009

Hiperadrenocorticismo x Síndrome de Cushing. Dois nomes para um único distúrbio!


O Hiperadrenocorticismo ou Síndrome de Cushing faz referência a um distúrbio da glândula adrenal (ou supra-renal), levando ao aumento de produção de um hormônio, o cortisol. Clinicamente é caracterizado pela sede em demasia, fome excessiva e aumento da frequência urinária. O paciente também pode manifestar, o que aliás ocorre na maioria dos casos, aumento da circunferência abdominal, dando ao mesmo o aspecto do que carinhosamente chamamos de "barriguinha de chopp". Além desses, destacam-se também outros sinais e sintomas como a obesidade (que pode ser secundária a doença), maior visualização dos vasos do abdômen, atrofia de musculatura, dificuldade em transpor obstáculos como por exemplo subir ou descer de escadas, cama, acentuada queda ou rarefação de pêlos principalmente na região lateral do animal (no flanco), problemas dermatológicos recorrentes. Todas essas alterações ocorrem por conta do aumento no sangue dos níveis de cortisol, um dos hormônios produzidos pela glândula.










A doença
 tem controle e o mesmo precisa ser feito imediatamente após diagnóstico!!! Isso porque o excesso de cortisol proporciona muitos efeitos colaterais ao organismo como por exemplo aumento da pressão sanguínea, imbalanço no metabolismo de lipídeos, levando ao aumento de colesterol e/ou triglicerídeos, predisposição a pancreatite, alteração no funcionamento hepático, resistência insulínica (prejudica na ação da insulina podendo ocorrer o aparecimento de diabetes), dentre várias outras alterações sistêmicas.
No universo das raças mais afetadas temos os poodles, beagles e teckels principalmente, e a faixa etária correspondente a partir dos 5 anos de idade aproximadamente.
Portanto, quaisquer semelhanças com os fatos citados pode não ser uma coincidência! Faça uma avaliação endocrinológica!













quarta-feira, 10 de junho de 2009

Hipotireoidismo Canino

O hipotireoidismo é uma endocrinopatia bem discutida na veterinaria. Caracteriza-se pela diminuição  dos hormônios da tireóide levando a várias alterações sistêmicas. Algumas raças como labradores, beagles, cocker spaniels e Golden apresentam certa predisposição.
Assim como na medicina humana, nossos pacientes também apresentam e requerem controle. Parte da manifestação clínica da doença é cutânea que muitas das vezes se dá pelo histórico de dermatopatia crônica. Ou seja, frequentemente se pensa que o problema é intrinsicamente da pele, quando na verdde ele está na

glândula! Como resultado, o que verificamos são inúmeros pacientes que melhoram do quadro dermatológico, porém, com bastante recidivas do mesmo.
Dessa forma, vamos atentar a um fato: se a dermatologia não resolveu, a endocrinologia pode ser a solução! Entretanto, outros sintomas também podem estar envolvidos como ganho de peso, letargia, intolerância ao frio e ao exercício.


















A seguência de fotos mostra um Akita macho, Thor. As primeiras três fotos apresentam o paciente sem tratamento e a última já com o tratamento direcionado;

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Bebendo muita água? Urinando muito? Humm... Pode apostar, não é o rim que está funcionando bem...

A polidipsia (ingestão de água em excesso) e a poliúria (micção em demasia) em muitas ocasiões são sinônimos ou de doença renal ou alguma endocrinopatia.
Muitos proprietários erroneamente associam estes sinais a um bom funcionamento renal quando na verdade pode ser sinal exatamente de falha no mecanismo do órgão.
O exame clínico veterinário e laboratorial podem confirmar ou descartar as suspeitas. Quando o problema não está no rim, pode estar em alguma glândula!
Semelhante ao que ocorre com o homem, cães e gatos podem ter problema na produção de um hormônio produzido pelo pâncreas, a insulina. Nesta condição, eles manifestam estes sinais (poliúria e polidipsia) acompanhados do aumento das concentrações de glicose no sangue, caracterizando dessa forma o aparecimento da DIABETES.
Quanto mais cedo for diagnosticada mais chances tem o paciente. Portanto, atente aos sinais de aumento de ingestão de líquido e frequência urinária e comunique ao veterinário qualquer alteração!

Considerações Iniciais


A endocrinologia veterinária é o ramo da ciência veterinária que se dedica ao estudo dos distúrbios glandulares nos animais.
Com o avanço na nossa medicina já podemos contar com uma série de especializações que visam a ajudar o clínico geral e melhor atender a saúde dos nossos pacientes.
A gama de endocrinopatias existentes e cada vez mais diagnosticadas já pode contar com uma melhor conduta terapêutica na medida que aumentam as possibilidades de protocolos por parte dos endocrinologistas.
Hoje, a qualidade e expectativa de vida de nossos pacientes endocrinopatas tornam-se maiores uma vezz que contam com o acompanhameto especializado. E neste propósitp está o ENDOCRINOSERV, serviço veterinário especializado em endocrinologia, que visa manter SEMPRE a ÉTICA com os colegas clínicos veterinários proporcionando assim melhores benefícios a saúde dos nossos pequenos "grandes" amigos!