RELAÇÃO ENTRE HIPERADRENOCORTICISMO E ORTOPEDIA
Te soa estranho o título da postagem? 👀👀👀 Eu explico. Por vezes iniciamos tratamento para Síndrome de Cushing e alguns dias depois recebemos relatos dos tutores fazendo referência a mudança de comportamento em seus animais. Ora começaram a ficar mais parados, mais resistentes a movimentos, ora a presença de tremores em membros inferiores... Enfim, tudo o que nos leva a pensar em: “o cortisol baixou demais!” Pode ser? Claro que pode e isso não deve ser subestimado. Acontece que em muitas situações, somente a comunicação desses sintomas por telefone pode esconder outras alterações. A maioria dos pacientes com Cushing são mais velhos. Até aí, tudo bem. Mas não nos esqueçamos que junto com a idade também podem vir alterações ortopédicas. Uma displasia coxofemoral aqui, uma artrose acolá... E na medida em que diminuímos a produção do anti inflamatório potente natural que eles estavam produzindo em excesso pode vir à tona as dores articulares. Não desconsidere os sintomas de uma hipocortisolemia mas não esqueça de avaliar o paciente como um todo, prestemos atenção a queixa do tutor, façamos testes ortopédicos, avaliando inclusive reflexos neurológicos e aí, encaminhando para o ortopedista, fisioterapeuta, acupuntura, porque né? Ado Ado Ado, cada um no seu quadrado!! Bom domingo!
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domingo, 25 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Hipertireoidismo Felino. Ele existe e precisamos combater!
Seu gato anda bebendo mais água, urinando muito, perdendo peso? Vem apresentando mais apetite? Anda mais inquieto, de repente miando mais? A pelagem sem brilho? Respiração mais ofegante? Se você respondeu sim a uma dessas questões e se seu gatão já passa dos oito anos pode ser que ele esteja apresentando Hipertireoidismo!
Essa disfunção da glândula tireoide, que culmina com o aumento dos hormônio T4 e T3 é comum nos pacientes felinos, principalmente os da "melhor idade", mais velhos. É uma condição extremamente perigosa na medida em que pode levar ao aumento de pressão, sobrecarga cardíaca, predisposição a diabetes inclusive!
Quando aumentada a tireoide pode ser palpada. Seu aumento pode se dar de forma benigna ou maligna. Causas genéticas, alimentares, ambientais podem estar envolvidas com o desenvolvimento da doença. O importante é todo paciente felino ser submetido a avaliação da tireoide pelo menos a partir de seus oito anos. O Hipertireoidismo Felino tem tratamento e envolve terapia medicamentosa, cirúrgica ou até mesmo radioativa! É aí? Identificou alguma alteração? Então consulte um Endocrinologista Veterinário para realizar o diagnóstico ou até descartá-lo! Quanto mais rápido for feito o diagnóstico, melhor para nossos amigos felinos!
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Obesidade animal. Dormindo com o inimigo!
Por mais fofo que possa parecer, creia, a obesidade animal não tem nada de bonitinho. Definida como uma condição na qual temos o peso ideal excedido em 20 a 30%, a obesidade é uma realidade e contribui, comprovadamente, para a diminuição da sobrevida de seu animal. É uma condição pro-inflamatória, logo, temos distribuído pelo corpo vários pontos de inflamação, podendo acometer vísceras como fígado, rins, pulmões e as articulações. Um perigo real que tem aumentado os casos de diabetes em felinos, problemas osteoarticulares e respiratórios em cães e gatos, diminuição da imunidade, pancreatite, problemas dermatológicos... A lista é grande! Muitos desses animais se tornam obesos por conta de uma dieta irregular. Vale lembrar que eles não devem consumir as mesmas 2000 calorias preconizadas para nós humanos, e que mesmo aquele "pedacinho" de pão do café da manhã já contribui no ganho de peso. Ah! Tem mais, eles não abrem a geladeira então a conscientização da manutenção do peso ideal deve ser nossa enquanto tutores, responsáveis pela saúde deles! A obesidade também pode ser secundária ou ajudada por alguma disfunção hormonal, aliando o trabalho tanto do nutricionista quanto do endocrinologista veterinário! Não vamos descuidar! Vida longa a eles!!
quinta-feira, 21 de julho de 2016
Melatonina. Muito além da regulação do sono.
Reconhecida e muito utilizada na terapia de regulação do sono a melatonina é um hormônio que vai mais além. Seu uso na medicina humana é muito trabalhado em prol de pacientes que sofrem com distúrbios do sono. Contudo, a descoberta da ação da melatonina em vários outros sistemas e órgãos têm prometido ser promissor e alegrado a comunidade científica. A melatonina também tem funções como anti-oxidante, rejuvenescedora, neurotrófica, neuroplástica e atuação no metabolismo energético, pra citar algumas funções. Na Medicina Veterinária o emprego da melatonina tem tido repercussões também em diversos órgãos e tecidos, ajudando no combate aos radicais livres, recuperações de algumas cirurgias, controle da produção de alguns hormônios (segundo alguns estudos), efeito positivo sobre a pele, etc.
O estudo acerca deste hormônio tem ampliado suas possibilidades de uso e ajudado no combate à situações de risco dos nossos pacientes!
O estudo acerca deste hormônio tem ampliado suas possibilidades de uso e ajudado no combate à situações de risco dos nossos pacientes!
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Atenção às alterações nos exames laboratoriais gerais
Exames laboratoriais gerais muitas das vezes nos sinalizam a presença de determinadas doenças hormonais ainda que as alterações não sejam patognomônicas das mesmas. É preciso que o clínico esteja atento a possíveis correlações entre o que se encontra nos exames e o normalmente encontrado nas disfunções hormonais. É importante ter uma visão geral da apresentação das mesmas. Dislipidemias (aumento de colesterol e/ou triglicerídeos) por exemplo podem ser observadas em doenças hormonais, chamando atenção pra duas questões: a presença de uma possível alteração hormonal em si mas também pela necessidade de avaliarmos o perfil lipídico de nossos pacientes, o que tende a ser muito negligenciado. Tal qual as dislipidemias, alterações nas enzimas do fígado (em boa parte elevações pronunciadas na fosfatase alcalina), contagem de plaquetas (aumentadas ou até mesmo baixas, como pode acontecer na Sindrome de Addison), função renal, podem apontar alterações endocrinológicas. Basta lembrarmos que hormônios tem repercussão sistêmica e podem "dar as caras" em múltiplos órgãos e tecidos. Guiado por bom histórico e anamnese é possível direcionarmos nossa investigação!
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Cetoacidose diabética - uma grande inimiga
A cetoacidose diabética acontece em virtude de uma complicação da diabetes. Uma condição na qual temos presente um quadro de hiperglicemia associado a uma situação de resistência insulínica, acidose metabólica, com produção maciça de corpos cetônicos, substâncias que quando em excesso promove danos e complicações ao organismo.
Podemos desconfiar do quadro quando nos deparamos com um paciente diabético que iniciou quadro de vômitos, diarreia, falta de apetite, prostração, apatia. A intervenção deve ser imediata dada a gravidade da doença e seu potencial de mortalidade. Não é uma condição de tratamento domiciliar. O paciente precisa ser encaminhado ao setor de internação intensiva em função das alterações encontradas. O prognóstico é de reservado a algumas vezes desfavorável, e isso precisa estar bem esclarecido. Quanto mais rápido estabelecido o diagnóstico e instituído o tratamento maiores são as chances de sucesso!
Podemos desconfiar do quadro quando nos deparamos com um paciente diabético que iniciou quadro de vômitos, diarreia, falta de apetite, prostração, apatia. A intervenção deve ser imediata dada a gravidade da doença e seu potencial de mortalidade. Não é uma condição de tratamento domiciliar. O paciente precisa ser encaminhado ao setor de internação intensiva em função das alterações encontradas. O prognóstico é de reservado a algumas vezes desfavorável, e isso precisa estar bem esclarecido. Quanto mais rápido estabelecido o diagnóstico e instituído o tratamento maiores são as chances de sucesso!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Síndrome de Addison ou Hipoadrenocorticismo
A Síndrome de Addison ou Hipoadrenocorticismo diz respeito a uma função diminuída das glândulas adernais ou supra-renais, tendo como resultado final uma baixa produção dos hormônios da glândula em questão. O maior problema que cerca o diagnóstico dessa doença são os sinais e sintomas dos pacientes acometidos por ela, que se assemelham a doenças mais comuns na clínica veterinária como a famosa doença do carrapato ou a doença renal. Os próprios exames laboratoriais podem ajudar a confundir.
Os principais sintomas da Doença de Addison são prostração, falta de apetite, fraqueza, vômitos, diarreia, tremores.
O diagnóstico correto e instituição do tratamento adequado são imprescindíveis para garantir a sobrevivência do paciente uma vez que as alterações circulatórias que ocorrem levam a óbito se não corrigidas a tempo!
Os principais sintomas da Doença de Addison são prostração, falta de apetite, fraqueza, vômitos, diarreia, tremores.
O diagnóstico correto e instituição do tratamento adequado são imprescindíveis para garantir a sobrevivência do paciente uma vez que as alterações circulatórias que ocorrem levam a óbito se não corrigidas a tempo!
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